Vanguarda Fábril

Negra Lini, atriz.

"...Trabalhar o ator é, sobretudo, preparar seu corpo. (...) Não para que diga, mas para que permita dizer..."

Cadeira de Balaço


Subindo...


Até o topo


Relax


Fábrica de Idéias

Um casarão tombado, alguns amigos e muitas idéias. Assim nasce em Curitiba o espaço The Factory 80's, experiência que promete pertubar as estruturas da Casa Branca da Chave.

Pin-Up


Dorothy Shoes


Baby Jane


By The Window


Through The Window


Damn You Dusty


Sun Light


By The Door


Charming



Frame


Relax


The Factory


Em tempos de megapixels e imagens photoshopadas, resolvi voltar às origens. Tanto em relação a temas como linguagem.

Essa semana opeti por fazer algumas fotografias em filme, só para ver se não perdi a prática.

Geração 80

Apresentando meu amigo Gilber, da The Factory 80's

"Sou DJ e toco rock dos anos 80. Aliás, estou parado nos 80! Meu carro é um Voyage 83. Meus CDs tem sempre P&C entre 80 e 89, meu apartamento foi construído em 82, meu relógio é um cebolão digital, minha mulher conheci nos 80. Até o meu celular deve ter sido desenvolvido nos anos 80. O tamanho dele não nega!!! E assim vai... Agora tão querendo que eu saia dos 80. Vai ser difícil!"

Planalto Central

Essa fotografia eu fiz em 2001 durante o Encontro de Estudantes de Comunicação Social, Enecom, realizado na PUC de Brasília.

Usei uma Nikon FM10 adaptada com uma lente olho-de-peixe de filmadora Super-8. O filme? O mais barato: ProImage 100.

Gilberto, taxista


Esse retrato do taxista Gilberto foi feito em 2001 para ilustrar uma matéria sobre educação no trânsito do Jornal Nota 10.

Já naquela época o desrespeito era a marca registrada do trânsito da capital paranaese.

Agora que chegamos a 1 milhão de veículos, a situação beira o caos.

* Foto feita com uma máquina digital Olympus.

Fotógrafo Ilustrador


O Bruno, além de fotógtrafo, está com a exposição Vide Verso de desenhos no Korova Bar. O lançamento foi nesta quinta-feira.

Bicicletas de Amsterdam


Seguindo a linha de resgatar trabalhos feitos com filme encontrei esta foto de um dos meus temas favorito: Bicicletas.

O que mais me encantou na Holanda é que as pessoas usam a bicicleta como meio de transporte no seu dia-a-dia.

Até o prefeito de Amsterdam eu flagrei pedalando uma "magrela" oficial pelas ruas da cidade. Tinha bandeirolas e tudo.

*Foto foi feita em julho de 1999 com uma Pentax Espio 738.

Don Giovanni

Praga, capital da Republica Tcheca tem uma tradição de longa data quando o assunto é ópera.

O próprio Mozart, depois do fracasso de uma de suas óperas em Viena, veio buscar refúgio na cidade.

A ópera rejeitada pelo público de Viena fez tanto sucesso em Praga que compositor recebeu encomenda de uma nova ópera.

Esta seria Don Giovanni, considerada sua obra-prima.

Todas às noites, a ópera é executada no mesmo teatro onde estreou em Praga. O casal trajado a caráter vendia ingressos para a apresentação.

* Foto feita com uma Pentax em junho de 1999.

Irmã da Dona Ana

Com filme na máquina fui à região metropolitana, em busca de cenas de uma vida mais simples. Fiquei encantando com uma senhora que roçava o mato.

Era a irmã da Dona Ana.

Fusca da Sylvia

O primeiro tema nostálgico da série de fotografias com filme já é um clássico aqui no blog: Fuscas.

Esse aí é um Volkswagen Sedan 1969 e pertence à Sylvia, namorada do meu irmão. A foto foi feita com ProImage 100.

Aula de Photoshop



Eu acho simplesmente uma loucura a habilidade desses sujeitos com o Photoshop.

Bruno

Olha o Bruno experimentando a D200!

Quando estou a serviço sempre acabo fotografando meu assistente. Geralmente eles se escondem, mas quando a foto é inevitável mostram a língua.

Por que será isso?

Essa foto aí eu fiz com a máquina do Bruno, uma D80, enquanto ele experimentava a minha.

Nos últimos dias fotografamos juntos em três ocasiões, todas comerciais, mas acredito que logo emplacaremos trabalhos mais autorais.

Bruno é publicitário, fotógrafo e design, além de ter sido meu calouro nos tempos de UFPR. Ótimas referências.

Um caso canino

Beta era uma cadela desengonçada. Minha mãe viu ela perdida na rua e espantou pra dentro de casa. "Tá com fome a coitadinha".

Mas a vira-lata marrom não levava jeito pra cachorra de madame. Vivia derrubando os baldes e roendo as roupas aqui de casa.

Uns meses depois do aniversário de 2 anos, o Astor ficou doidão. Queria pegar todos os amigos que iam me vistar.

Cheirava a bunda das pessoas e queria entrar na saia das meninas.

Foi aí que decidimos. A Beta foi pro sacrifício.

Múmia do Bacacheri

A primeira foto na capa de um jornal a gente nunca esquece. Que dizer então quando se trata do retrato de uma múmia. A foto é de Augusto Lopes.

A múmia é Tothmea. O endereço do seu repouso é o Museu Rosa Cruz, no bairro do Bacacheri.

A múmia foi emplacada na capa da Folha do Bacacheri algumas semanas depois que o nosso editor rejeitou a foto das Bicicletas para a Folha do Boqueirão.

É claro que a imagem causou polêmica. Muita gente nem imaginava que havia uma múmia em Curitiba.

Warszawa, Polska

Não posso deixar de fora um retrato da minha segunda cidade, Varsóvia, na Polônia. Esse graffite vigiava a estação onde eu pegava o trem pra casa.

Paraty, RJ


Se tem alguma cidade que é capaz de lançar seus visitantes diretamente ao Brasil Colônia da metade do Século XVI, essa cidade é Paraty.

A localidade prosperou no ciclo do ouro. Era de lá que boa parte do vil metal encontrado em Minas ia pra Portugal de navio.

A fotografia foi feita em 2002, com uma FM10.

Praga, República Tcheca

Essa rua estreita e charmosa fica nos fundos do Castelo Real de Praga, na República Tcheca.

A casinha azul, a de número 22, pertencia a Hermann, um comerciante de família modesta.

Quem tornou a casa azul de duas peças notória foi o filho de Hermann e Julie, Franz Kafka.

Nasceu em 3 de julho, 1883, e ainda vivia nessa casinha quando conheceu Oskar Pollak e Rudolf Illový, seus amigos de infância.

Kaków, Polska

Abrindo a série Viagem e Lugares Visitados, um retrato da cidade de Cracóvia, na Polônia. A fotografia foi tirada em maio de 1999 com uma Pentax Espio 738, às 6h30 da manhã na praça da cidade velha.

Lembro bem desta foto. Eu estava cansado. Tinha passado a maior parte da noite em claro, de guarda. Mesmo assim percebi a cena de longe. Sem um zoom decente, tive que me aproximar sorrateiro. Um chapa e valeu!

Mudou meu estado de espírito na hora. Eu estava super chateado de não ter conseguido um albergue. Eu, meu irmão e mais uns amigos passamos a noite nos bancos da praça e acordamos de uma forma nada delicada.

Jatos d'água na cara.

Eram os caminhões de limpeza da prefeitura, que tiram as cacas de pombo e espantam os mendigos antes dos turistas chegarem. Não nos molharam muito, mas estava frio e ventava bastante.

Depois da foto, eu e meu irmão entramos numa cabine telefônica para fugir do vento. Tiramos um pão da mochila e comemos um pedaço cada. Enquanto isso, decidimos o destino do dia: Auschwitz.

Verônica e Digão

Dois grandes jornalistas aqui de Curitiba. Digão Duarte e Verônica Pacheco.

Ele é repórter d' O Bonde, ela é proprietária da Toda Comunicação.

Retratados em outubro, na festa de aniversário do Digão (fotos).

Cacos

O Cacos tem um sofá;
O Cacos tem 2 sofás;
O Cacos tem 3 sofás;

Pra mór da gente se senta!

Esse aí era o aspecto visual do Cacos, Centro Acadêmico de Comunicação Social, nos meus tempos de jornalismo na Santos Andrade.

Uma foto antiga, feita com numa FM10. Filme ProImage Asa 100. A qualidade do scanner também não ajudou muito, mas fica aqui a título de curiosidade.

Vô Enos e Vó Matilde

Aqui vai uma singela homenagem à Vó Mathilde, mãe do meu pai, que completa 80 anos neste domingo. Uma foto de recém-casada com o vô.

Pé no Barro


Ainda na fauldade descobri a vocação para o jornalismo Pé no Barro, que se diferencia da imprensa Pó de Arroz por mergulhar de cabeça na vida dos menos afortunados.

Fui atraído principalmente pela oportunidade de experimentar a realidade pelos olhos do outro.

Mas na trajetória descobri que o verdadeiro encanto dessa forma utópica de jornalismo são as situações inusitadas que vivenciamos, o tal recheio do bolo a que se refere Cypriano.

De todas as matérias que fiz para a Folha do Boqueirão, para mim o recheio do bolo é esta foto do cachorro, que tomava conta da casa de cima do telhado.

A fotografia foi publicada em 2004.

Folha do Boqueirão

Uma das experiências mais divertidas da minha vida, embora não das mais rentáveis, foi trabalhar na Folha do Boqueirão.

Meu chefe direto, pauteiro e editor era meu ex-colega de casa Eduardo Amatuzzi. E nosso estagiário, ninguém menos que Augusto Lopes, O Ornitorrinco.

Com esse time, a Folha do Boqueirão virou um laboratório experimental de fotografia e texto.
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Tínhamos carta branca, desde que estivesse garantido o feijão com arroz.

Fizemos desde reportagens narrativas e fotografias conceituais como essa, do Augusto, até estampar na capa um close da Tothmea, a Múmia do Bacacheri, também fotografia do Lopes.
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Essa foto das bicicletas era para uma matéria a respeito dos ciclistas preferirem a Canaleta do Expresso à Ciclovia. A resposta era simples. "Medo de perder a magrela na mão grande".
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Eu sempre achei que essa foto deveria ter sido capa, mas já diagramada e corrigida acabou vetada pelo Eduardo Amatuzzi na última hora.
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Pasmem. Considerou por demais experimental.

Vida de repórter

O proprietário da Folha do Boqueirão é o jornalista Francisco Garcez, um sujeito boa praça, sempre sorridente, para quem parece nunca haver tempo ruim.

Mas não se deixe enganar pelo seu jeito descontraído. O homem é bastante calejado nesse negócio de imprensa comunitária.

A Folha Boqueirão é o jornal de bairro mais tradicional de Curitiba.

Com o Chico aprendi que para ser um bom repórter é preciso transitar em todos os mundos. Ter desenvoltura. Almoçar com empresários e tomar café-da-tarde num barraco do subúrbio com a mesma curiosidade.

E aqui está um exemplo típico. As fotos que ilustram esse texto foram tiradas no mesmo dia, 27 de maio de 2004.

A primeira saiu na Folha do Bacacheri e a segunda numa materia da Folha do Boqueirão.

Astor Boy

Falta falar do Astor Boy, o meu cão. Fiel escudeiro, me acompanha desde os tempos em que eu morei com o Amatuzzi, em 2003.

Vivíamos nós três num sobradinho de fundos, incrustado no Cabral. Era de madeira, úmido, ficava de frente pr'o trilho de trem e ainda tinha fama de mal assombrado.

Adotamos o Astor depois que arrombaram nosso carro na garagem. À noite a vizinhança era sinistra.

O cão chegou com a maior fama de mau. Veio de uma oficina mecânica em Pinhais, onde teria se envolvido num quiprocó com outro rotwelleir mais velho e respeitado.

Quando ele fez dois anos fizemos uma festa memorável para o cão. Um grande churrasco.

O Aniversário do Astor (fotos) reuniu uns 50 amigos na casinha. O dog circulando todo feliz no meio da galera, ganhando altas lingüiças.

A discotecagem ficou a cargo do DJ Badhuí, um figuraço lá do Boqueirão que trabalhava com o Amatuzzi. Depois, a Banda Helvet fechou a festa.

*A foto do Astor foi feita com um Motorola c650 em março de 2005.

Alugou uma casa cheia de abelhas

Simone de Fátima Bueno e o filho mostram onde as abelhas fizeram uma colméia na casa de madeira alugada no Jardim Tupy. “De noite é só zunido”.

Além de dominar o forro, os insetos também se sentiam bastante à vontade dentro da casa.
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Enquanto conversávamos, várias abelhas nos desafiaram sem vacilar.

* Matéria e fotos publicadas na Edição 398 de O Popular

Saudades do Zé Bento

Para quem não teve oportunidade de conhecer pessoalmente, eu vos apresento Zé Bento, meu companheiro nos tempos de O Popular.

Juntos, pecorremos centenas de vezes o trecho Curitiba-Araucária-Curitiba. Fazíamos de 100 a 130 km por dia. Uma loucura. Havia dias em que eu chegava a ter dores nas costas.

Como todo Fusca, Zé Bento era dono de uma personalidade muito própria.

Era fácil saber quando estava zangado. A parte elétrica ficava insana. O pisca acionava a luz alta ou o limpador ficava teimoso para limpar o vidro.

Também era comum travar o pedal do acelerador, na posição pé-na-tábua, óbvio. Passei alguns sustos, mas nada que chegasse a comrometer minha segurança.

Um novo volante para Zé Bento

Uma das vantagens de se ter um carro mais antigo é que não dá dó na hora de fazer as mais exdrúxulas adaptações.

Zé Bento não era fusca de colecionador. Era carro de estudante recém-formado. Comecei trocando o volante por este aí. O original já estava em frangalhos.

A buzina havia quebrado há tempos. Para não levar choque na fiação, eu apenas amarrei uma peça plástica sobre os fios, com arame mesmo.

Mais pés...