Elas foram chegando aos poucos, algumas tímidas outras mais desinibidas. Perto do meio dia de sábado, dia 16, já eram mais de 300 reunidas no Passeio Público de Curitiba, tradicional ponto do baixo meretrício na capital paranaense. Estavam todas ali para a Marcha das Vadias, movimento que ganhou o mundo na velocidade da internet.
“Em abril deste ano aconteceu a primeira Marcha das Vadias no Canadá, depois que um policial fez uma fala na universidade pedindo para que as mulheres não se vistam como vadias para evitar o preconceito e abuso sexual”, conta Maira Nunes, professora de 36 anos e mãe de 2 filhos. Ambos na manifestação.
Em Curitiba, que carrega o estigma de capital mais conservadora do pais, a marcha conseguiu apoio de diversas entidades públicas, organizações não governamentais e atraiu um bom público, mais de 500 pessoas no auge do evento. As mulheres começaram a marcha no Passeio Público e depois seguiram por diversos pontos do centro onde tradicionalmente se encontram as mulheres “perdidas”.
“Pra vir pra rua, tem que ter peito. Somos vadias de respeito!”, gritavam as manifestantes. De repente uma pausa para lembrar que no Brasil a cada 24 segundos uma mulher é vitima de agressão. Meu corpo, minhas regras dizia um dos cartazes. Outros pediam mais amor, tolerância e respeito.
O ápice da marcha foi quando a assistente social Salete Arruda, já nos seus 55 anos, abriu a blusa depois de um discurso inflamado no microfone e incendiou os manifestantes. Ela, que já salvou uma árvores ameaçada de corte na rua da sua casa com esses mesmos seios “originais de fábrica”.
As mulheres prosseguiram a caminhada pela Rua XV de Novembro e depois encerraram o movimento com um piquenique na Boca Maldita. No Brasil, a Marcha das Vadias já ocorreu em São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília.


1 comentários:
Você fez alguns bons pontos lá. Eu fiz uma pesquisa sobre o tema e encontrei a maioria das pessoas vai concordar com blogdocaron.blogspot.com
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